Pastel de Tentúgal

 

Os “Palitos Folhados” (inicialmente assim denominados), terão sido criados por uma freira carmelita, durante o século XVI, que decidiu oferecer este doce às crianças da aldeia, por altura do Natal. Este pastel de ingredientes “pobres”, pincelado com pena de galinha, e cuja folha é mais fina que uma folha de papel vegetal, viria a tornar-se no maior símbolo de Tentúgal, na medida em que produziu riqueza endógena e empoderou as mulheres da vila.

É apenas após o encerramento do Convento, no século XIX, que este doce conventual se celebrizou com a sua confeção a ser realizada pela única hospedaria situada no caminho entre Coimbra e a Figueira da Foz. Os Pastéis de Tentúgal ganharam fama também devido aos poetas, professores e estudantes da Universidade, que os levavam consigo após o término dos estudos. Um desses estudantes era António Nobre, que se deslocava mensalmente a Tentúgal para se abastecer de pastéis, esperando que, por entre as folhas finas e transparentes dos mesmos, viesse um bilhete da sua freira amada.

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