Pesquisa

MAIS LIDOS
50 milhões de anos no Cabo Mondego
  O Cabo Mondego constitui o maior afloramento do Jurássico…
Caminho do Xisto das Aldeias de Góis
Chegados a Aigra Nova estacionámos junto ao Núcleo da Coirela…
Os 5 Blogues mais influentes de Coimbra
As Minhas Receitas, de Joana Roque Joana Roque é um…
Coimbra 4 Kids
A fama de cidade universitária e intelectual de Coimbra é…
Praia Fluvial N. Sr.ª da Piedade
A Praia Fluvial da N. Sr.ª da Piedade é o…
Praia de Buarcos
O amanhecer devolve-nos os rochedos e o areal que a…
Praia Fluvial de Palheiros e Zorro
Entre Coimbra e Penacova, em pleno maciço marginal de Coimbra…
Praia de Mira - A melhor praia do mundo
Desde há 30 anos que a Praia de Mira recebe,…
O maior e mais luminoso areal
Localizada em plena cidade da Figueira da Foz, a Praia…
Rituais do Doutoramento Honoris Causa
O grau de Doutoramento Honoris Causa surge publicado, em 1918,…
O "Mata-Frades"
Quem chega a Coimbra, pela Ponte de Santa Clara, é…
Centro Doc. 25 de Abril
O Centro de Documentação 25 de Abril (CD25A) é uma…
Academia Briosa
“Briooooosa!” – ouve-se o grito nas bancadas dos jogos de…
Os Herdeiros da Praxis Cervejeira
  Antiga Cerveja de Coimbra O Legado     Em…
Leprosaria Nacional Rovisco Pais
  Em 1938, perante a rápida evolução da Doença de…
Siga-nos no Facebook

Newsletter

Última edição (n.º 17)


Edições Anteriores
Newsletter n.º 16
Newsletter n.º 15
Newsletter n.º 14

Palitos de Lorvão

 

A primeira referência à produção de palitos em Lorvão data do séc. XVII. Esta atividade terá sido precipitada pelos tradicionais banquetes do Mosteiro de Lorvão, nos quais se colocavam hastes de loureiro para enfeitar os doces conventuais. Depressa se percebeu que os palitos podiam ser mais do que objetos decorativos e que poderiam ter também uma utilidade prática.

Os ensinamentos das freiras cistercienses (Ordem feminina que governava o mosteiro) sobre a arte de palitar foram sendo transmitidos às criadas, que por sua vez, os fizeram chegar à população de Lorvão e aos lugares próximos, tornando-se numa atividade generalizada e da qual dependia toda a região.

A madeira de louro inicialmente usada deu lugar à madeira de salgueiro e choupo, cujo sabor neutro, cor clara e facilidade de corte as tornaram ideais para o fabrico de palitos. Estas madeiras proliferavam nas margens dos rios Mondego, Alva e Ceira, e depois de cortadas e descascadas, eram secas de duas formas: ou ao sol ou no forno comunitário após a fornada de pão.

Depois de seca, a madeira era rachada e os paus minuciosamente laminados com uma navalha sobre a coira (pedaço de pele que protegia o joelho do/a paliteiro/a), dando origem aos vários tipos de palitos (de pá e bico, dois bicos, croques, serrados, relógio, gigantes, flor e pestana). Depois de terminados, eram agrupados de quatro em quatro e atados com guita, seguindo-se a fase de embalamento.

Era comum cada negociante ter várias mulheres por sua conta dedicadas apenas à produção de embalagens. Estas podiam ter a forma de carteiras, tubos ou gavetas. Os negociantes enviavam a mercadoria pronta em carros de bois até ao caminho de ferro de Souselas, donde seguia para todo o país e além-fronteiras Lorvão tornou-se assim na “Capital do Palito”, sendo o único local em Portugal onde se produziam palitos desta forma.

A esmagadora maioria da população vivia desta atividade e muitos utilizavam o palito como moeda de troca nas mercearias e tabernas.Esta foi uma indústria que marcou definitivamente a economia e o desenvolvimento dos lorvanenses. 

 

Siga-nos no Facebook
Subscreva a Newsletter

 

Mídia

Deixe um comentário

Siga-nos no Instagram

Siga-nos no Facebook

PRÓXIMOS EVENTOS

Agenda

loader

Bem-vindo a Coimbra

You must have the Adobe Flash Player installed to view this player.