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Hotel Astória: Os Loucos Anos 20 de Coimbra

O edifício do Hotel Astória foi inicialmente mandado construir pela Companhia de Seguros “A Nacional”, em 1915, num projeto gizado pelo arquitecto e político Adães Bermudes – responsável ainda por outros projetos na cidade, como a Delegação da Agência do Banco de Portugal, ali ao dobrar da esquina, e a Escola Central de Coimbra (Escola Primária de Santa Cruz).

Enquanto precursor do movimento de Arte Nova em Portugal, Adães Bermudes tornou ambos os edifícios – Hotel Astória e Agência do Banco de Portugal – em ícones deste estilo artístico na cidade de Coimbra.

Mais tarde, o edifício foi arrendado, por 4 mil escudos mensais, pelo primeiro industrial hoteleiro português – Alexandre de Almeida – que o transformou em hotel luxuoso, como de resto tinha acontecido ao Palace Hotel do Bussaco e ao Palace Hotel da Curia.
A festa de inauguração do Hotel Astoria ocorreu em 28 de março de 1926 com grande pompa – um verdadeiro acontecimento para a sociedade e elite coimbrã, e talvez o evento que marcaria aquele ano. Houve direito a banquete e chá dançante, abrilhantado pela Jazz Band César Magliano.

A nível nacional, o Astoria ecoou pela exuberância e inovação: foi o primeiro a ter uma central telefónica, com telefones instalados em todos os quartos, e uma adega própria, com vinhos produzidos no Bussaco. Dispunha ainda de outras modernidades como aquecimento central, elevador, e motivos decorativos entre a Arte Nova e Déco. As casas de banho privativas vieram depois, na década de 80.
As varandas foram o palco escolhido para alguns discursos políticos, como o do General Humberto Delgado, em 1958, e o de Mário Soares, em 1989.

Agora considerado Imóvel de Interesse Público, o Hotel Astória conserva, daqueles anos áureos e loucos, o mobiliário original, o semblante “noveau” e o requinte do atendimento.

 

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