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Academia Briosa


“Briooooosa!” – ouve-se o grito nas bancadas dos jogos de futebol. Mas de onde virá e o que quererá dizer?

Tudo começa com uma luta entre dois grupos de estudantes, em meados do século XIX, quando a Universidade de Coimbra fervilhava de novas ideias, inconformismo e debate, alimentados nas famosas tertúlias dos cafés, teatros e repúblicas. Na génese da rivalidade, estavam não só diferenças de classe social como ideologias políticas antagónicas.

De um lado da barricada, estavam os “polainas” (ou “polainudos”) – um pequeno grupo de estudantes nascidos em berço de ouro, elitistas e com nomes pomposos. No outro extremo, estava um grupo cada vez maior de estudantes filhos da burguesia emergente, dos latifundiários, agricultores e industriais que começavam a fazer fortuna.

Os primeiros, monárquicos e acomodados, decidem - à revelia dos colegas - deslocar-se a Lisboa aquando do funeral do “Rei-artista” D. Fernando II, em 1985, em representação “oficial” dos estudantes de Coimbra. Os segundos - republicanos, sonhadores e revolucionários – insurgem-se e acusam os aristocratas de “ofender a Academia nos seus brios” com tal conduta. Estes grupo ficaria assim conhecido pelos seus rivais como “briosos, Academia Briosa, ou Briosa simplesmente”.

Dois anos mais tarde, em 1887, depois de reunirem a simpatia da maioria dos estudantes da Academia, os “briosos” alteram os estatutos da Academia Dramática (até ali, a única organização estudantil da Universidade) para “Associação Académica de Coimbra”, tendo sido António Luiz Gomes o seu primeiro presidente.

Foi neste contexto de luta pela igualdade e liberdade política que a AAC foi criada, antecipando o fim da monarquia e início da república, que viria a acontecer mais de vinte anos depois. É também por esta razão que a equipa de futebol da Universidade de Coimbra ficou conhecida por “Briosa”, embora muitos anos mais tarde, quando o futebol se tornou o seu desporto mais emblemático.

 

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