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Pastéis de Santa Clara

Pastéis de Santa Clara Ⓒ ON Coimbra


Poderemos dizer que os Pastéis de Santa Clara estão para Coimbra, tal como os Pastéis de Belém estão para Lisboa. Este é, provavelmente, o doce conventual mais requisitado na cidade e a criação mais célebre do Mosteiro de Santa Clara de Coimbra. Outrora vendidos na roda da portaria do Mosteiro durante o dia de feira das Festas da Rainha Santa (padroeira da cidade), estes pastéis foram depois comercializados na Confeitaria “Mijadinhas”, situada na Praça do Comércio, onde a receita original se manteve.

Mas a fama dos Pastéis de Santa Clara depressa transpôs a cidade de Coimbra. Estes doces em forma de meia-lua, recheados de ovos e amêndoas, chegaram ao Porto, onde eram tradicionalmente vendidos ao domingo à tarde, pelas ruas da cidade. Também atravessaram o Atlântico, e alcançaram o Brasil, levados pelo boca-a-boca dos emigrantes portugueses.

O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha gozava de protecção régia e, por conseguinte, detinha privilégios económicos, permitindo às freiras clarissas viverem de forma desafogada e faustosa, o que não se coadunava com os preceitos da Ordem Franciscana à qual pertenciam.
Para trabalhos de doçaria, este mosteiro chegava a receber 8 arrobas de açúcar por ano. Devido ao consumo das iguarias que produziam, verificou-se em investigações recentes aos esqueletos das freiras, que estas padeciam frequentemente de problemas dentários tais como cáries e queda de dentes.

 

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