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Piódão

A Aldeia do Piódão situa-se na encosta da Serra do Açor, concelho de Arganil, distrito de Coimbra, e resulta da migração do povo que habitava em Casal de Piodam, uma aldeia localizada mais abaixo, num vale próximo.
Devido, em parte, ao calor que atraía pragas de formigas ao mel produzido pelo povo e que constituía, na época, uma importante fonte de riqueza, a povoação terá subido a encosta e decidido fixar-se na área que hoje conhecemos por Piódão.
A primeira referência à freguesia do Piódão surge no documento que autoriza a construção de uma capela na aldeia, datado de 1676, e assinado pelo bispo de Coimbra.

Conhecida pelas casas com paredes de xisto, rocha abundante na região, pelo azul das portas e janelas, provavelmente a única cor de tinta que havia à venda na loja da aldeia, e pelos telhados de lousa, Piódão foi terra de nobres e criminosos foragidos, para quem as dificuldades de acesso tornavam a aldeia num refúgio estratégico.
Reza a lenda que um deles terá sido Diogo Lopes Pacheco, um dos assassinos de Inês de Castro - ideia sustentada pela existência de várias famílias locais com os apelidos “Lopes” e “Pacheco”.
Um outro foragido terá também contribuído para a origem do nome "Piodam", ao escrever à família para dar notícias, referiu-se ao local como “o pior do mundo”.
Piódão poderá também significar “a gente que anda a pé”, uma vez que a primeira estrada de acesso foi construída depois de 1970, antes disso apenas era possível chegar à aldeia a pé.

Desde 1978, a Aldeia do Piódão é considerada Imóvel de Interesse Público.

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