Da Indústria se fez Cultura


O Convento de São Francisco, disponibilizado à cidade em abril de 2016, foi inaugurado simbolicamente com a peça “Os Bichos”, da Companhia O Bando, baseada na obra de Miguel Torga (o escritor que fez de Coimbra a sua casa), como acontecera 26 anos antes, na Igreja deste convento.


O investimento avultado de, aproximadamente, 42 milhões de euros (o que corresponde a uma derrapagem de 19 milhões face ao orçamento inicial) traduziu-se num complexo inovador e que se posiciona no panorama regional, nacional e internacional da cultura, do turismo e dos negócios. Desde logo, assumiu-se ambiciosamente como uma estrutura que pretendia igualar-se com outros espaços de renome, como o Centro Cultural de Belém (Lisboa), a Casa da Música e Serralves (ambas no Porto).


Dividido entre Igreja, Convento e Auditório, o projeto para o Convento de São Francisco, assinado por Gonçalo Byrne (responsável também pela remodelação do Museu Nacional de Machado de Castro) e Carrilho da Graça, procurou casar traços contemporâneos com a arquitectura maneirista coimbrã existente.


São cerca de 12.000m2 onde se pode respirar cultura e inovação: 1.125 lugares no auditório, 600 lugares na Igreja, e outros tantos em salas polivalentes, 500 lugares de estacionamento, 1 fosso para orquestra sinfónica, 6 cabines para tradução online, boca de cena de 18 metros, 6 quartos e cozinha para residências artísticas, restaurante, café-concerto, espaços expositivos, livraria, estúdios de ensaio, e varanda com vista soberba sobre a cidade. Ao todo e em simultâneo, é possível acolher 5.000 pessoas. São números impressionantes e que têm um objetivo: a sustentabilidade e a diversificação do projeto.


À entrada do Convento, existe um Welcome Center, onde os turistas estrangeiros e a população local poderão obter informação para partir à descoberta do Património Mundial UNESCO (Universidade, Alta e Sofia). A sua valência de Centro Cultural tem como objetivo produzir e acolher criações de elevada qualidade artística, servindo concomitantemente de âncora para as estruturas culturais existentes na cidade. Por último, o Centro de Congressos e Convenções é dotado de condições ímpares (quer ao nível da acústica como dos espaços) para acolher e produzir eventos de grande dimensão.


Antes de, em 1986, se tornar propriedade da Câmara Municipal de Coimbra, pela quantia de 30.000 contos, o Convento de São Francisco recebeu a Fábrica de Lanifícios de Santa Clara (tornando-se, mais tarde, na cooperativa CLARCOOP - Tecidos e Confeções Santa Clara) – o último inquilino do convento, até 1985, ano em que abrira falência.

 

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